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domingo, 16 de outubro de 2011

A liberdade da loucura


Mais me agrada a liberdade da loucura
à prisão da sanidade
Como doem as correntes que não me deixam ser livre
De conceitos, de pré-conceitos, e de outras tantas determinações
Mas o que os outros vão pensam?
Como vão me tratar?
Se de repente, eu resolver gritar
Falar atravessada a primeira resposta que vier à mente
Se de repente, eu for suave como uma pluma
E cair pesada sobre suas cabeças
Mas o que eu mesma vou pensar?
Como vou me tratar?
Se amanhã eu descobrir que aquilo que fiz hoje já não me agrada mais
E tudo que fiz me envergonha profundamente
São tantas eus a se estapear dentro de mim
Que às vezes mal posso saber quais delas se expressam
Comigo mesma, aqui fora
Mas, numa coisa todas elas hão de concordar
Seria tão mais fácil falar aquilo que entala na garganta
Largar tudo pra trás e me mandar pra onde eu bem quero
Junto de quem quero estar nesse momento
Sem o peso do arrependimento
Sem a preocupação do mal-estar
Sem a responsabilidade ...

Maria Sozza

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