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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Âncora

Falaste um dia que nada é por acaso
Há tempos que não acredito em destino
Mas foste chegando, sorrateiramente
E como se não bastasse, me levaste para ver o mar
Mal sabia eu que o mar que via, não era só o mar
Mas meu próprio mar interior
Um oceano profundo, bravo e assustador
Despertaste um redemoinho há muito adormecido
Certamente não foi tua intenção
Muito menos a minha, acredite!
Minha âncora andava presa bem lá no fundo
Tão segura que nada poderia tirá-la de lá
Mas parece que mergulhaste e foste lá buscá-la
E como quem pouco se importa,
Soltaste minha âncora 
E agora não a acho
Perdida estou
Buscando desesperadamente resgatá-la
E tu?
Nem ao menos sabes o que fizeste
Afinal, é tudo tão habitual...
Mais uma tarde, mais uma praia, mais um mar
Apenas uma âncora

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