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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Tristeza miudinha

Ô tristeza miudinha que nem cabe no peito
Ela é tão miudinha que ninguém enxerga
Mas me envolve como se fosse uma gigante com asas

Ah tristeza que não se afasta
Não me deixa seguir
Não me deixa

Ela é tão pequena que se alimenta de migalhas
Jogadas, às vezes, por quem me rodeia
Mas que tristeza tamanha quando nem migalhas existem

É, tristeza miudinha
Quem sabe um dia eu não deixe sua companhia
Mas talvez nesse dia
Descubra que foste tu, tristeza miúda, minha única e fiel companheira
Companheira das miúdas horas de minha tão miúda existência

Maria Sozza

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